AMOR CLANDESTINO
"Em alguns dias ela não se perdoava por trair o marido. Em outros ela se sentia viva e feliz por viver aquele amor clandestino. Ele também era casado, mas não era do tipo que sentia culpa por trair a mulher. Fazia parte daquele grupo de homens que não nasceu para ser de uma mulher só.
A verdade é que entre esses dois havia a sintonia perfeita. Quando estavam juntos não importava o mundo lá fora, fazer amor escondido tornava a relação ainda mais excitante. Tinham um pacto de segredo e respeitavam até certo ponto. Ele talvez nunca tenha contado mesmo a ninguém. Ela só havia contado a uma amiga.
Nessa relação não havia a expectativa de que se separassem para ficarem juntos. Se isso acontecesse, não daria certo.
Ela contava os dias para que o encontro fosse possível. Ele se arriscava mais. Aparecia de surpresa. Mandava mensagens picantes quando a saudade batia.
Ela perdia a cabeça quando ele ligava com alguma proposta, quando queria saber que lingerie estava usando, que precisava dizer que o vinho já estava gelando, que havia comprado um “brinquedinho” novo e que precisava saber se ela o desejava tanto quanto ele a ela. É claro que sim!
Mas se alguém acha que era só sexo, não era. Eles realmente se amavam loucamente. Tão loucamente que era impossível terem um relacionamento tradicional.
Mas por que não chutavam tudo por alto e ficavam juntos? Nem eles mesmos conseguiam responder.
Um dia, tudo acabou, mas não porque não se amavam mais e sim porque o destino os afastou. A separação foi física, mas no coração e na alma sempre levaram um ao outro como o amor mais perfeito que viveram. Sofreram com a distância, mas sabiam que era por um bem maior e que um ciclo havia se encerrado. Felizes os que entendem isso e guardam o que ficou de bom sem se lamentar.
O amor não tem regras, nem receitas. O que funciona para um casal, não necessariamente funciona para outro e convenções não valem mesmo para uma boa história de amor. Mesmo sendo clandestino ou errado aos olhos dos outros, o importante é viver de verdade tudo que a vida puder nos oferecer. Pena mesmo é desperdiçar energia pensando no que poderia ter sido por medo de enfrentar os próprios sentimentos"
E você, já viveu um amor clandestino? Quer me contar a sua história?
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